terça-feira, 3 de julho de 2007

Almas


Mãos na cabeça,Pele e alma mortas, secas, cansadas de sol.
O que fazer, para onde ir?
Não sabe mais.
Dois rebentos, quase linhas, riscadas na imensidão da cidade, dos sinais.
Continuarão sendo pequenos riscos de nada quando, já não forem pequenos?
Pedir... Não, ela já não tem mais força.
As pequenas linhas dançam ao som de músicas distantes.
Suas vidas não são, definitivamente, iguais aquelas músicas.
Mesmo assim conseguem rir.
Sorrir na face cruenta da vida.
Brincam, não precisam saber do que os aguarda no futuro, são ainda pequenos.
Deus o sabe.
E o amor?
Não é possível enxergá-lo.
Assim são as ruas do Recife.



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